Técnico de radiologia é preso por cobrar por exame no maior hospital público de Roraima
02/06/2026
(Foto: Reprodução) Técnico em radiologia foi preso pela delegada e secretária de Segurança, Eliane Gonçalves, dentro do HGR
Secom/Divulgação
Um técnico de radiologia, de 48 anos, foi preso por cobrar R$ 600 de pacientes para fazer exames de ressonância magnética oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dentro do Hospital Geral de Roraima (HGR), a maior unidade pública do estado,. A prisão foi nesta segunda-feira (1º), em Boa Vista.
O servidor atuava na cobrança ilegal havia seis meses e recebeu dinheiro de ao menos 30 pacientes, segundo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), que conduziu a operação. Um casal também é suspeito de envolvimento, mas não foi localizado.
Ele foi preso dentro do HGR pela delegada e secretária da Sesp, Eliane Gonçalves. A delegada se vestiu de médica para não levantar suspeitas e flagrar a ação do técnico.
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Segundo a secretária, o suspeito "confessou o crime espontaneamente" quando foi abordado.
"Utilizei uma vestimenta como se eu fosse uma médica para ter acesso a ele sem despertar curiosidade ou alertar o acusado. Os três agentes que me acompanhavam também estavam vestidos à paisana. Nós só o retiramos do local depois de falar com a chefe dele por telefone e aguardar a chegada de um servidor para substituí-lo no guichê dos exames, para que ninguém fosse prejudicado", disse Eliane.
O trabalho teve o apoio do Departamento de Inteligência da Sesp (Deint). Na delegacia, ele foi autuado em flagrante pelos crimes de peculato, que é quando um servidor usa ou desvia recursos do públicos para obter vantagem pessoal, e associação criminosa.
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Secretaria de Saúde acionou a Sesp
O técnico foi preso após a Secretaria de Saúde (Sesau), responsável pelo HGR, identificar que ele cobrava por exames. Nessa segunda, por volta das 18h, uma paciente chegou à unidade para realizar o procedimento e foi recebida por um intermediário, que recebeu o dinheiro e a orientou a entrar no hospital.
"Ele a buscou, levou para fazer o exame e a paciente só foi liberada após a confirmação do PIX", detalhou a secretária-adjunta da Sesau, Juliana Gomes.
A Sesau reiterou que nenhum serviço do SUS é vendido. “Ainda mais dentro de uma unidade hospitalar de alta complexidade, como o HGR, onde a maioria dos pacientes que realiza ressonância magnética é composta por pessoas que sofreram AVC ou por pacientes oncológicos, que acabam tendo atraso em seus tratamentos por causa dessas interferências", frisou Juliana.
A investigação continua para identificar os comparsas do técnico preso.
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